quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CHAMADOS E CAPACITADOS PELO SENHOR


Chamados e Capacitados!

Há no meio cristão uma preocupação exacerbada com a formação teológica de seus postulantes a líderes (pastores, evangelistas, missionários, etc.); chega-se em alguns casos, não aceitarem a autoridade de homens que foram ungidos pelo Espírito Santo, pois, este não concede diploma aos chamados a exercerem algum tipo de ministério.
Estive refletindo sobre a autoridade daqueles que não reconhecem o chamado e a unção das pessoas simples a serem pastores; evangelista; missionário; ou outro ministério qualquer. E cheguei a um ponto comum a todos: O início.
É do conhecimento geral, que o nosso Senhor Jesus Cristo não deixou nenhuma igreja constituída, como as conhecemos hoje, tão pouco, deixou escolas específicas para a formação de líderes!
Como então surgiram as igrejas? Os seminários? A obrigatoriedade de o líder freqüentar uma escola especial? A formação teológica? E outros aspectos semelhantes?
É certo que alguém fomentou esta idéia e o tempo encarregou de fazê-la chegar aos nossos dias como a conhecemos. Entende-se portanto que os criadores das primeiras igrejas foram pessoas comuns, sem uma formação religiosa qualquer. Se alguns foram ungidos séculos atrás, por conseqüência, novas unções são válidas para os dias atuais.
Seria portanto, irracional o questionamento sobre a validade dos “ungidos do Senhor” (pastores, evangelistas, missionários, mestres, etc.) que não possuem formação teológica, em nossos dias.
Os Apóstolos que seguiram a Jesus são exemplos máximos, desempenhavam ocupações diversas (pescador, medico, coletor, ect.), não possuíam formação religiosa, não foram obrigados a estudarem leis e filosofias, no entanto, foram escolhidos para acompanharem o Senhor. E mostraram ao mundo o verdadeiro amor! Foram instruídos sim, a serem homens santos, puros e cheios de fé; a ponto de morrerem se necessário, em defesa de sua confiança no Mestre Jesus, muitos experimentaram esta glória.
A Bíblia mostra-nos que todos os seus grandes líderes eram pessoas comuns, que foram chamadas e comissionadas a fazerem a obra, por exemplo:
Abraão – Filho de uma família pagã, idolatra. Foi chamado e instruído por Deus na solidão do deserto. Tornou-se o pai da fé.
Moises – Instruído em todas as leis egípcias. Quando encontrado por Deus, abriu mão de tudo e deixou-se encher pelo Espírito Santo. Suas obras todos conhecem!
Davi – Originariamente, um pastor de ovelhas. Ungido rei, foi um homem segundo o coração de Deus.
Paulo - Na vida deste homem quero deter-me um pouco mais. Era profundamente versado na Lei; estudou aos pés do mestre Gamaliel (doutor na lei judaica, fariseu), recebeu toda uma instrução que o capacitava a ser também um mestre da lei (At 22.3; 23.6,5; Fp 3.5; Gl 1.14). Ao escrever uma carta ao povo de Corinto, ele faz uma revelação que surpreende, literalmente, afirma que abriu mão de todos os conhecimentos que tinha, destituiu-se da arte da oratória, excluiu a sabedoria, esqueceu-se de tudo! Afirma que toda a sua pregação foi feita em meio à fraqueza e grande temor. Mas, no meio destas palavras estava o poder e a manifestação do Espírito de Deus! (1Co 2.1-5).
Qual era a unção que Paulo tinha da igreja? Nenhuma!
O que ele cultivava em seu coração, após o chamado, era o amor a Deus e este amor o constrangia a viver em santidade total. A carne e suas inclinações, ele sufocava. O resultado é visível. Usado pelo Espírito, escreveu inúmeras cartas que conduz o homem a darem os mesmos passos que ele deu.(Fp 3.17)
Amado, queres também ser um homem gigante na obra de Deus, a exemplo de Paulo? É possível, ao que se dispuserem a pagar o preço exigido. É necessário morrer para o mundo, para seus apelos e “buscar em primeiro lugar à vontade do Eterno para a vida”. (Mt 6.33; Lc 12.31).
Antes de qualquer grande obra, os escolhidos do Senhor são chamados à santificação; Ele exige que seus servos sejam santos (Lv 11.45; 20.7; Ef 5.8; Cl 3.12 e Rm 12.1), esta condição os valida a serem instrumentos nas Suas mãos. Sabemos que quando somos usados, é o Espírito de Deus que nos capacita a fazermos a obra. “Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as cousas que deveis dizer.” Lc 12.12 (veja mais: At 16.6,7; Gl 5.16). É fato, que o Espírito usa apenas aqueles que estão limpos, e procuram viver em santidade diariamente. 
Bom frisar que a santidade não é um estado de vida, na verdade é uma condição!
Antes de toda grande obra é exigida a santidade: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós.” (Js 3.5).
Se for teu desejo ser um instrumento nas mãos do Senhor, deves iniciar pela consagração real de tua vida no altar. Eliminando, todos os desejos e atos contrários ao proceder de um homem segundo Jesus. A permanência num agir errôneo incapacita ao servo ser um vencedor na batalha contra as forças do mau, mesmo que tenha uma formação acadêmica!
Disse o Senhor a Josué: “...Há cousas condenadas no vosso meio, ó Israel: aos vossos inimigos não podereis resistir enquanto não eliminardes do vosso meio as cousas condenadas.” (Js 7.13). É indispensável que a vida seja totalmente revista, analisada e tudo aquilo que representa condenação sejam retiradas e jogadas no fogo da purificação. Brechas de nenhuma espécie devem existir, os canais abertos que podem ser usados pelo maligno devem ser extintos.
Se o teu desejo é servir a Deus, o primeiro passo e a santificação!
A santidade é necessária para:

> Pregação: Lc 12.12
> Adoração: Sl 24.3,4
> Comunhão: 2Co 5.15
> Na obra: 2Tm 2.21
> Na Vida: 1Pe 1.16; Hb 12.14

(veja mais: Jo 17.17; Ef 5.25-27; Hb 7.26; Rm 8.29; Is 35.8; Sl 24.3,4; Ef 5.5; Hb 12.14; etc.)
Esteja ainda preparado para o embate contra as força do mau. O homem quando se entrega e santifica-se totalmente ao Senhor, torna-se como “farol”, que pode ser visto a grande distância pelas forças do mau; logo elas se organizam e com grande furor procuram apagá-lo.  A promessa do Senhor para ti é: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7) e verás a vitória!
Afinal:
”...Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” (Is 40.31).
É preciso agarrar-nos ao Senhor com todas as nossas forças, para sairmos vencedores na batalha do dia-a-dia e mais que vencedores seremos na obra do Senhor!
Se quereres servir a Deus, a tua “preocupação” inicial não é com o homem, com a formação acadêmica ou coisas semelhantes, antes, deposite todos os teus anseios e desejos nas mãos do Eterno, consagre-se a Ele e verás que o amor de Deus é muito grande para com todos, especialmente, àqueles que santificam suas vidas a favor do Seu querer. O Espírito de Deus, te ungirá no tempo oportuno para desempenhares a obra.


Não que eu seja contrário aos estudos teológicos, não sou. Apenas, considero-os dispensáveis à uma vida santa e usada por Deus!


Elias R. de Oliveira


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Teliprisão DA GLOBO

"GLOBO, A GENTE SE VÊ POR AQUI"

Alguns cristãos continuam trocando a oportunidade de participar da comunhão da Igreja, esvaziando nossas reuniões semanais para ficar diante da “telinha”. Isso tem acontecido porque ao invés de virem à “Casa de oração” eles estão atrás de alguma “estrela guia” crendo na beleza de um certo “cristal”, negando o único Mediador para adotarem uma “padroeira” acreditando que ela trará alguma bênção do “porto dos milagres”; esses cristãos se esquecem que isso é obra daquele “anjo que caiu do céu” e que tem um “caldeirão” preparado para todos aqueles que se prendem à “tela quente”, esse é o motivo principal porque alguns deles não têm mais forças para resistir a “presença de Anita” em suas vidas que está destruindo a comunhão familiar...; o pior é que agora que as “filhas da mãe” chegaram, vão usar toda artimanha para prender mais cristãos diante da maldita “telinha”

Quem se vê nesta “telinha” está sendo ludibriado, crendo que esses programas são do estilo “mais você”, levando a crer que estas coisas são realmente “normais” e que devem permanecer nesta “malhação” rotineira. Mas graças a Deus existe um outro plano para sua vida..., fuja deste “planeta” infernal, converta o seu “domingão” num dia de consagração e, participe das atividades que Deus está proporcionado a você na sua igreja.


Quem tem olhos, que veja. Quem tem ouvidos, que ouça! e quem é salvo atenda a voz do Espírito Santo.


Divulgue este alerta aos seus amigos, para que não sejam "presa fácil" nas mãos do inimigo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Origem e Queda de Satanás

Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnificente obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer – e, em última análise, no recém-criado universo moral – o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição angélica que foi a mais terrível sedição na história em todos os tempos.

Uma questão preliminar

Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião angélica, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele já era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.

Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.

Entretanto, aqui temos algumas dificuldades exegéticas. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.

Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei...”; “exaltarei o meu trono...”; “me assentarei...”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura... Perfeito... nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado...” (Ez 28.12,15)?

Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).

É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco, governante selêucida no período intertestamentário, precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.

Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que freqüentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.

É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.

Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.

A linhagem de Satanás

De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.

Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.

Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14). Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.

Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A queda de Satanás


Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:

Primeiro:
a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.

Segundo:
Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.

No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.

Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41). (Douglas Bookman - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Conhecendo Mais Sobre a (Seita Test.de Jeová)

Da Redação

O pastor MS é hoje uns dos principais consultores teológicos do Instituto Cristão de Pesquisas - ICP. Natural de Belo Horizonte teve uma infância marcada pelas heresias pregadas pela seita Testemunhas-de-Jeová. Sua família é de origem evangélica. Entretanto, após a morte de sua avó seus familiares se tornaram membros das testemunhas-de-jeová. Aos seis anos de idade já fazia parte dos grupos de publicadores (membros que distribuem as literaturas de casa em casa) e assim permaneceu sendo manipulado até os 24 anos, quando abandonou o movimento. Atualmente todo seu talento como pastor e teólogo apologista é voltado para esclarecer a igreja sobre o oculto ensinado por este grupo religioso que tem feito uma lavagem cerebral em muitos em todo mundo.Veja entrevista que segue.



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Defesa da Fé - Como se deu seu crescimento hierárquico dentro do Salão do Reino?

MS -
Que eu me lembre, antes mesmo de começar a falar, meu pai já me ensinava os argumentos das testemunhas-de-jeová. Onde irão morar os 144 mil, perguntava ele, e no mesmo instante eu apontava o dedo mostrando para o céu. Aos seis anos de idade já fazia parte do Salão do Reino, tinha carteirinha e era um membro ativo, saía periodicamente distribuindo literaturas, revista Despertai,revista Sentinela etc.. O envolvimento que tive foi além do que um membro comum.Cheguei a ser um ministro em tempo integral.


Defesa da Fé - O que é ser um ministro em tempo integral, é uma espécie de missionário como nós conhecemos?

MS -
Sim é um missionário, mas local. Dois anos antes de sair das Testemunhas-de-Jeová, trabalhei em um salão de assembléia no interior de Minas Gerais, onde atuava na administração que comportava cerca de cinco mil pessoas possuindo infra-estrutura completa, refeitórios, cozinhas etc.


Defesa da Fé - Qual o propósito desse prédio?

MS -
Esses locais são para os congressos que acontecem anualmente. As assembléias formam-se por meio dos circuitos e distritos. Para formar estes distritos é necessário ter cerca de 10 circuitos. Cidades como São Paulo e Belo Horizonte possuem vários distritos. Os distritos facilitam as visitas do superintendente que, por sua vez, faz 48 visitas durante o ano. Há uma grande diferença entre Salão do Reino e Congregação. Salão do Reino é onde os membros se reúnem, Congregação é um conjunto de pessoas, que podem se reunir no mesmo salão em horários diferentes.


Defesa da Fé - Como funciona a hierarquia das Testemunhas-de-Jeová?

MS -
Existem duas hierarquias dentro da seita. A hierarquia congregacional, composta por publicador, servo ministerial e ancião. E também a hierarquia de ministros de tempo integral composta por pioneiro, família de Betel, supervisor de circuito, superintendente de distrito, superintendente de filial, superintendente de zona e corpo governante. Este modelo hierárquico é mundial.


Defesa da Fé - Diante desta organização religiosa qual era o sentimento em relação a sua fé?

MS -
Sentia-me confortável e amparado, sabendo que havia um canal que me trazia tudo preparado. Usávamos a seguinte expressão: "que a Bíblia é a nossa despensa e o corpo governante prepara esse alimento e não se importa até mesmo de mastigá-lo para nós". Julgávamos que éramos incapazes de ir até a Bíblia e por isso confiávamos em nossos superiores que nos davam tudo pronto. O sentimento de conforto que há entre os fiéis das testemunhas-de-jeová proporciona uma dependência espiritual fazendo que o adepto espere as soluções por parte do Corpo Governante.


Defesa da Fé - Qual era o sentimento para com as pessoas que não eram membros das Testemunhas-de-Jeová?

MS -
O sentimento é diferente do que se tem no meio evangélico. Os cristãos têm paixão pelas almas, já os Tjs, não. Eles são ensinados que a salvação é para aqueles que possuem condição de adquirir conhecimento. Eles nunca irão abordar alcoólatras, viciados e outros nesta situação, pois julgam que estes não têm condição de galgar tal conhecimento sobre a Bíblia ou sobre Jeová, seu pensamento é apenas racional. A partir dos anos 80, o Corpo Governante estabeleceu uma ordem que determinava que no período de um ano de ensino se a pessoa não se posicionasse a favor do batismo, ela deveria ser simplesmente abandonada e isso observado até hoje.


Defesa da Fé - Existe liberdade para descordar dos ensinos ou ninguém contra argumenta as doutrinas?

MS -
Temos de considerar o ponto de vista com o qual o estudante é treinado para não fazer perguntas. Outra coisa, quando eu ensinava o grupo de estudo e era submetido a uma pergunta inesperada, dizia que seriam consideradas mais tarde e que Jeová esclareceria conforme o tempo. Enfatizávamos aos membros que o valor de descobrir o nome de Jeová já é um enorme passo. Criticávamos o dizimo para minimizar o caráter da seita que eles tinham abandonado e muitas vezes ignorávamos o pesado trabalho ao qual nos submetíamos nas construções dos Salões do Reino, tudo isso sem remuneração. Em outra perspectiva os adeptos são estimulados a fazer aquilo que Jeová ordena por intermédio do Corpo Governante.


Defesa da Fé - Como são encaradas as novas revelações e falsas profecias não cumpridas?

MS -
Quando uma luz revelada fracassa, ela é maquiada.As profecias são vistas pelos adeptos como luz e assim, nada é definitivo. A organização coloca suas crenças de forma progressiva. Dizem que se uma luz fracassou, Jeová trará outra com o objetivo de esclarecer seus desígnios. O interessante neste método é que a organização estará sempre errada no passado e sempre certa no presente. O membro fica aprisionado neste raciocínio e aceita as mais contraditórias mudanças com a maior normalidade.


Defesa da Fé - Quais são as maiores resistências que a seita encontra?

MS -
São várias! Mas, a principal é a questão do sangue. As pessoas têm medo de engajarem na seita, pois o medo de perderem um filho ou outro ente querido por não poder fazer transfusão sangue é grande. Nós simplesmente não retrucávamos, mas incentivávamos aconselhando os estudos preparados pelo Corpo Governante, pois desta forma, certamente um dia Jeová esclareceria a questão. A outra resistência sem dúvida é o incomodo que os publicadores fazem ao bater de casa em casa.


Defesa da Fé - É oportuna uma reportagem de capa abordando a questão sobre a transfusão de sangue?

MS -
Sim, é muito oportuna e eficaz.


Defesa da Fé - Por quê?

MS -
Porque no mês de janeiro começa o convite da parte deles para a comemoração da morte de Cristo em abril. É adequado alentar que este convite é feito para toda a comunidade é bom entender que a aceitação ao convite é uma pré-lavagem cerebral.


Defesa da Fé - Na época em que era testemunha-de-jeová você converteu algum evangélico para a seita?

MS -
Infelizmente sim, nós utilizávamos o lado mais fraco dos evangélicos. Trindade, inferno, deidade de Cristo e outras questões que achávamos que a pessoa não conheceria. Enfim investigávamos a fundo o que a pessoa acreditava e quais eram suas dúvidas.


Defesa da Fé - Sabendo que as Testemunhas-de-Jeová não lêem outras publicações além do que é fornecido pela Sociedade Torre de Vigia perguntamos: se por ventura algum membro guiado pelo Espírito Santo vier a ler a Edição da DF de janeiro, qual seria o conselho que o pastor daria a esta pessoa?

MS-
Pediria uma reflexão da parte dela e perguntaria o que é salvação para ela. Orientaria a ler o evangelho de João. Falaria ainda mais dizendo que a salvação do homem é por meio do sacrifício de Jesus na cruz e só ele é o mediador entre Deus e os homens.


Defesa da Fé - Qual o recado que você deixa ao leitor da revista?

MS -
Que seja um estudante da Palavra de Deus, sendo sábio para enfrentar as sutilezas das seitas que são contrarias a Bíblia. Leiam a Bíblia e peçam orientação do Espírito Santo, pois certamente Ele dará. Deus abençoe vocês de todo o Brasil!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A nova Ordem Mundial e o Livro de Daniel

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Impulsionado pelo fato da grande parte da ciência desconsiderar os relatos e revelações da Bíblia Sagrada, observou-se a necessidade de ser realizada uma estudo que vise a demonstrar a importância de se discutir este Livro no âmbito da ciência, não apenas como um mero documento histórico, mas sim porque os escritos deste Livro são coesos com o atual contexto mundial.

Nesta perspectiva, passa-se a tecer comentários acerca do contexto da nova Ordem Mundial e a Bíblia, aqui selecionado o livro do Profeta Daniel escrito a milhares de anos atrás.


A NOVA ORDEM MUNDIAL E O LIVRO DE DANIEL


Até o final da década de 80 o mundo estava dividido em dois grandes modelos econômicos, o socialismo e o capitalismo. A presença destes modelos culminou no que se convencionou chamar de guerra fria. As disputas, em que pese nunca tivesse ocorrido um confronto direto entre E.U.A. e U.R.S.S., as duas grandes potências, foram acirradas, porquanto era ideal de cada modelo a consolidação no âmbito mundial, adotando os paises, estratégias para tanto. Deveras, os Estados capitalistas optaram por um desenvolvimento acelerado, interdependente e juridicizado do comércio mundial. A estratégia ganhou êxito e obrigou aos Estados a adequarem suas estruturas para poderem sobreviver no mercado mundial. Brotando, portanto, uma nova ordem econômica mundial.

Com efeito, o Estado que não contemplava os novos padrões exigidos, era excluído do sistema econômico, originando graves conseqüências para sua população, é o que ocorreu com muitos países, entre eles a Costa Rica e Cuba.

Os países então, ficaram em uma delicada situação. Ora, se o Estado não se adequasse, estaria excluído, todavia, se o fizesse, abriria o mercado nacional ao mundo, ocorreria a interdependência econômica e, acabaria cedendo parcela de sua soberania.

Destarte, sendo inevitável a exposição das empresas nacionais à concorrência mundial, surge, pois, como mecanismos de controle dos problemas oriundos da globalização, os processos de integração econômica dos mercados nacionais no âmbito regional, fortalecendo o mercado nacional no cenário global. Nesta perspectiva, surgem, influenciadas por esta tendência, ou melhor, esta necessidade, a figura dos mega-blocos regionais.

Esta união regional entre países, sugere uma nova concepção de Estado. Com efeito, observa-se que, com o desenvolvimento dos blocos econômicos, surgem novos modelos de integração regional, falando-se já em União Política entre os Estados membros de um bloco, o que pressupõe transferência da soberania de um Estado para um ente hierarquicamente superior. Feitas estas considerações, insta salientar comentários sobre o livro de Daniel.

Os textos de Daniel são escritos escatológicos, isto é, trata de assunto relacionado ao fim dos tempos. Este Livro está presente na Bíblia, a base do cristianismo e foi escrito por Daniel, um profeta de Deus, que interpretou o sonho do rei Nabucodonosor referente aos acontecimentos que estavam por vim e outros que ocorreriam no final dos tempos.

Dentre outras, o livro de Daniel apresenta duas grande revelações de Deus para com o mundo. A primeira refere-se ao sonho que o rei Nabucodonosor teve e que, depois de muitas tentativas frustradas pelos magos, astrólogos, encantadores e caldeus, foi dada a oportunidade a Daniel interpretar.

O profeta, em nome de Deus, apresentou sua análise hermenêutica do sonho de Nabucodonosor. Este, humilhando-se, reconheceu a grandeza e o poder de Deus.

Este sonho trazia a figura de uma estátua, em forma de corpo humano revestido dos mais diversos materiais e que, representaria as grandes políticas do mundo, vale dizer: governos que se foram e que estão por vir, líderes, ideologias, etc. A segunda revelação, mais precisa, está presente em Daniel capítulo 7. Nesta passagem, Daniel tem visões noturnas concernentes às revelações do Senhor.

Ambas as revelações se apresentam demasiadamente complexas. Motivo pelo qual comenta-se acerca da segunda revelação, pois mais precisa, além de que vem a ser uma confirmação da segunda revelação. Nesta perspectiva, trazemos à baila a aludida passagem:

[...] Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, [...] E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão. [...] e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, [...] e eis aqui outro, semelhante a um leopardo. [...] e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, [...]; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. [...] e eis que entre eles subiu outro chifre, pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas. [...] Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra. Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, sim, para todo o sempre. Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal [...] e também a respeito dos dez chifres [...] até que veio o ancião de dias, [...] Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Mas o tribunal se assentará em juízo, e lhe tirará o domínio, para o destruir e para o desfazer até o fim. O reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo (Daniel, 7:2 e seguintes).

Analisando esta passagem profética, reporta-se ao atual contexto sócio-econômico-político mundial. De fato, muitos estudiosos, tais como Severino Pedro Silva, N. Lawrence Olson, João Flávio, Paulo Cristiano, Antonio Gilberto, João de Oliveira, entre outros ao interpretarem o livro em exame, extraem conclusões que sugerem os atuais e possíveis acontecimentos no âmbito mundial.

Assim, para alguns destes estudiosos, o quarto animal seria a globalização e seus dez chifres os blocos econômicos, tais como: NAFTA, E.U., MERCOSUL, Pacto Andino, ALCA, ALADI, CER, SADEC, SACU e Mercado Oriental. Destes blocos, emergirá um mais poderoso que reinará sob os demais, sugere-se a União Européia, o mais complexo e organizado bloco.

Outros autores, colocam que os três animais seriam antigos impérios: o Babilônico, Império Medo-Persa e Império Greco-Macedônico. O quarto animal seria um novo Império Romano, presente na Comunidade Européia, o qual teria a presença de 10 grandes líderes, sendo que destes, três serão derrubados por um líder mais forte e influente no mundo. Vale lembrar que a constituição da C.E.E. se deu com o tratado de Roma em 1957.

Outra interpretação que é dada à visão de Daniel é que, os quatros animais seriam grandes governos que hão de se estabelecer no mundo. Deveras, a União Européia caminha para uma possível União Política, vale dizer, um grande governo, dando novos conceitos à concepção de Estado. O MERCOSUL deseja se tornar um Mercado Comum, mas a mesma necessidade que fez com que os Estados unissem sua economia fará com que este bloco não estacione em apenas um Mercado Comum. Ademais, para garantir as características de um Mercado comum (livre circulação de bens, capital, serviços, etc) é mister organizar-se como fez a Comunidade Européia. Desta forma, poderia o MERCOSUL também ser um grande governo no mundo, que contará também com a presença de grandes Países como E.U.A, que por si só, representa um grande governo e, também outros blocos poderosos como a ALCA.

Quanto aos dez chifres, seriam estes, dez Estados pertencentes a um bloco, quiçá, os dez que tomarão a frente da União Política da Europa. Destes Estados, destacar-se-á um mais poderoso, que tendo o controle dos demais Estados, e estes do resto do mundo, governará o planeta como um grande imperador. Isto até a segunda vinda de Jesus.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

É bem verdade que, devido à gama de estudiosos, encontramos algumas distinções entre a análise hermenêutica do referido texto, mas todas, como pode se observar, são coerentes com a nova ordem mundial.

Através deste breve estudo, observou-se também, que a Bíblia não se trata de uma mera obra clássica, mas sim um Livro que traz grandes considerações para se entender o porquê dos acontecimentos mundiais. Não é a toa que todos os Cristãos a refere como a Palavra viva de Deus.


BIBLIOGRAFIA

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CABRAL, Elienai. GILBERTO, Antonio. Lições Bíblicas: Escatologia, o estudo das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

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MELLO, Celso D. de Albuquerque. Curso de direito internacional público. v. 2. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2000.

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OLSON, N. Lawrence. O plano divino através dos séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

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_________. Escatologia, doutrina das últimas coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

_________. Daniel: versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

SOSA, Roosevelt Baldomir. Comentários à lei aduaneira. São Paulo: Aduaneiras, 1995.

SÜSSEKIND, Arnaldo. Convenções da OIT. São Paulo: LTR, 1998.

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[1] *Membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Cascavel/PR, gcastaman@terra.com.br.

[2] Membro da Igreja Metodista em Cascavel/PR, vianei@zipmail.com.br.

*por Deividh Vianei Ramalho de Sá & Grasiela Albina Castaman



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domingo, 2 de janeiro de 2011

Movimento(Nova Era)MNE A História

Nova Era (MNE) - História

As raízes do Movimento Nova Era originam-se na fundação da Sociedade Teosófica em 1875, em Nova York, pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Uma das doutrinas básicas da teosofia ensina que todas as religiões têm "verdades comuns", as quais transcendem todas as diferenças. Os adeptos da Sociedade Teosófica acreditavam na existência de "mestres", os quais seriam seres espirituais ou homens especialmente favorecidos pelo destino e que haviam "evoluído" mais do que grande massa, isto é, os que haviam se tornado especialmente "iluminados".
A terceira presidente, Alice Bailey (1880-1949), uma inglesa que emigrou para os EUA, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o Movimento Nova Era e é reconhecida como sua suma sacerdotisa. Como médium espírita, recebia mensagens de um assim-chamado "mestre da sabedoria", o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens, as quais este demônio lhe transmitia através de escrita automática, foram publicadas em numerosos livros, como doutrina secreta, e constituíam o "Plano", o qual até hoje, para o Movimento Nova Era, é determinante e obrigatório.
A Revelação ao público Conforme ordens secretas, o movimento deveria permanecer completamente clandestino até 1975. A partir daquele ano, a ordem era de se trazer à luz do público o "Plano" para a "Nova Ordem Mundial" e as suas características. Agora as doutrinas da "Nova Era" deveriam ser divulgadas mundialmente, juntamente com a anunciação de um "Cristo da Nova Era", usando-se todos os meios de comunicação disponíveis. E foi exatamente isto o que aconteceu.
Os programas dos grupos Nova Era, que à primeira vista têm assuntos sobre um estilo de vida saudável, foram aceitos na economia e em todas as camadas sociais, até mesmo em alguns círculos cristãos. Eles contêm, normalmente, os seguintes itens, os quais, no fundo, são diversas formas de técnicas orientais de ocultismo: meditação (ioga e terapias de relaxamento), hipnose, cura psíquica (visualização e "pensamento positivo"). Estas duas últimas partem da hipótese de que o homem converte em vida o que ele pensa, isto é, que o subconsciente transforma em realidade os nossos pensamentos e desejos. Especialmente o "pensamento positivo" é freqüentemente praticado e até mesmo baseado em versículos bíblicos e denominado como "fé", apesar de premissa anti-bíblica de que a força básica de qualquer homem seja boa.
A penetração profunda da ideologia Nova Era no público deu-se, principalmente, devido à obra de Marilyn Ferguson ("A Conspiração Aquariana"), a qual pode ser considerada, atualmente, como o "livro de culto" do Movimento Nova Era. Neste livro, a "era prometida", como as alegrias dos "estados de consciência alterados", é apregoada com entusiasmo e o Plano Nova Era é propagado mundialmente. Até mesmo as crianças e os jovens são influenciados pelas idéias da Nova Era, entre outras coisas pela assim chamada "onda de fantasia", com seus filmes, vídeos, fitas cassetes, revistas cômicas, livros, jogos e brinquedos. Sete dos dez filmes mais bem sucedidos na história do cinema pertencem ao gênero "fantasia". Em primeiro lugar encontra-se o filme "E.T.", o qual deu início a todo um novo culto da juventude, e, em segundo lugar, o filme "Star Wars" ("Guerra nas Estrelas"). Setenta e cinco porcento dos sucessos de bilheteria têm temas de fantasia. Livros de fantasia são best-sellers e têm tiragens de milhões de exemplares. Do gênero "fantasia", já existem centenas de livros de títulos, em quase todos os livros é apresentada alguma forma de ocultismo, como: invocação aos mortos, esconjuração de espíritos, clarividência, levitação de objetos através do poder da mente, etc. Feiticeiros, bruxas e mágicos têm um papel importante. Cinturões mágicos, espadas mágicas e amuletos caracterizam o mundo da geração jovem. Sob a classificação geral de "esotéricos", oferecem-se, nas livrarias , livros de ocultismo com instruções claras sobre como se entrar em contato com forças sobrenaturais.

A Filosofia da Nova Era
O objetivo da filosofia Nova Era é reconciliar todos os opostos: a ciência e o ocultismo são colocados no mesmo nível, todos os valores éticos desmoronam-se, o bem e o mal já não mais existem. Tudo é uma coisa só. Deste ponto de vista, entende-se também a tendência à síntese das religiões.

Os objetivos e planos do Movimento Nova Era
O "Plano", o qual foi transmitido a Alice Bailey através de ditados mediúnicos, consiste no estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, de um Novo Governo Mundial e de uma Nova Religião Mundial. O objetivo político principal do movimento é o domínio do mundo. "A dissolução ou destruição de nações individuais, no interesse da paz e da conservação da humanidade", é propagada abertamente.
No caminho para o domínio do mundo são fixados numerosos objetivos intermediários (políticos, sociais e econômicos), como por exemplo:
- um sistema universal de cartões de crédito - uma central mundial para distribuição de alimentos, a qual controlaria todo o abastecimento à humanidade. - um sistema de impostos mundialmente unificado. - Um serviço militar obrigatório em escala mundial (apesar das idéias pacifistas). Quando em 1975 o movimento se tornou público, destes objetivos desenvolveram-se programas detalhados para os grupos Nova Era, como: - criação de um sistema econômico mundial. - Entrega das propriedades privadas nos setores de crédito, transporte e de produção de gêneros de primeira necessidade a um diretório mundial. - Reconhecimento da necessidade de submissão a um controle mundial com relação a assuntos biológicos, como densidade populacional e os serviços de saúde. - Garantia mundial de um mínimo de liberdade e bem-estar. - Obrigação de se subordinar a vida pessoal aos objetivos de um diretório mundial.

As Eras
A razão por que tem-se ouvido tanto sobre uma nova era fundamenta-se na crença de que os ciclos divinos de evolução são desenvolvidos através de diferentes eras astrológicas, cada uma com sua características distinta. Acreditam que a humanidade evoluiu dentro das seguintes eras:
Era de Touro: de 4304 a 2154 a.C.
Era de Carneiro: de 2154 a 4 a.C.
Era de Peixes: de 4 a.C. a 2146 d.C.
Era de Aquário: 2146 a 4296 d.C.

A Era de Touro é atribuída à antiga cultura egípcia, que tinha a vaca como deusa da fertilidade e a pecuária como principal cultura. Os astrólogos dizem que essa foi a era em que a cultura egípcia se desenvolveu e foi o centro da civilização.
Com o final da Era de Touro, o domínio egípcio cessou e deu lugar a Carneiro, o signo que passou a dominar. Os astrólogos dizem que foi Israel que dominou essa era, devido ao sacrifício do cordeiro, o ritual mais marcante da religião de Israel, além da ovinocultura (criação de ovelhas), sua principal cultura. Dizem que a fase de transição entre as duas eras foi a saída de Israel do Egito, e que os hebreus ainda tentaram preservar o poder de Touro, quando fizeram o bezerro de ouro no deserto, mas Moisés (avatar da Era de Carneiro) os repreendeu e inaugurou a Era de Carneiro. Afirmam que Jesus foi chamado de "Cordeiro de Deus" (Jo 1.29) porque era filho do povo dominante da Era de Carneiro.
Jesus Cristo (avatar da Era de Peixes) teria, então, inaugurado essa era, dando evidência disso ao chamar os apóstolos para serem pescadores de homens, fazendo alusão à humanidade pisciana.
Por causa de Jesus Cristo, o povo dominante da Era de Peixes seriam os cristãos. Para provar que o cristianismo é o que domina Era de Peixes, apegam-se ao fato de que o mais antigo símbolo cristão é o peixe. Terminando a Era de Peixes surge a de Aquário. Aquário é um signo regido pelo planeta Urano, que foi descoberto em 1781, coincidindo com a Revolução Francesa.

Erros doutrinários da Nova Era Deus
A Nova Era ensina que tudo é Deus. Que Deus não é uma pessoa, mas uma força, uma energia, uma consciência universal. Os adeptos crêem que os homens, animais, vegetais e minerais fazem parte da divindade. Consideram a Terra como uma divindade, a quem chamam de Mãe-Terra. Refutação: (I Reis 19.11-1)

Este é um breve resumo do "Movimento Nova Era", que serve para o despertarmento do Povo de Deus.

Fonte: www. elnet.com.br

O perigo ronda nossas crianças

Bruxaria para crianças


Ninguém entra na bruxaria por acaso. Primeiro é necessário se interessar por ela e depois descobrir o caminho pelo qual eu posso ser um bruxo (a). Hoje, no mundo das crianças, isso já é algo visível - desde o vocabulário religioso até os rituais mais simples como fazer um feitiço por meio de VODU. Lançar feitiço num colega é comum, mesmo que seja uma simples brincadeira, que mais tarde poderá virar realidade. Deus pelo seu amor alerta o seu povo sobre a feitiçaria e bruxaria, um bom exemplo é o rei Saul: começou bem, mas terminou mal porque não deu ouvidos á Palavra de Deus. “ Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadores para consultar.

E não buscou ao Senhor, que por isso o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé” (1ª Cr 10 v.13-14). Poderíamos dar uma lista de passagens bíblicas que mostram claramente que Deus abomina a feitiçaria, por isso quero que você pense na vida espiritual e onde você quer que seu filho passe a eternidade. “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Ap 21 v. 8). Pais estão sendo levados a fechar os olhos para a semeadura da fantasia.

Em uma das matérias o “ Suplemento Diarinho do jornal do Grande ABC ”, de 10/08/03, nº 1621, dirigido para o público infantil, trazia o título “Quando os filhos se sentem pais”. O depoimento de um pai chama a atenção após definir seu filho como muito inteligente: “ Com ele aprendi coisas que não imaginava, como as raças dos personagens utilizados no RPG, como vampiros, demônios, elfos. Parece que estou no filme de Harry Potter”. Ainda no mesmo depoimento, o pai dizia que comprou até uma espada para entrar no clima do jogo .

REVISTAS ESPECIALIZADAS EM BRUXARIA PARA CRIANÇAS

Depois do ‘carro-chefe’ Harry Potter, a bruxaria teve um crescimento no meio das crianças e até mesmo no meio pedagógico, em vista que muitas professoras têm orientado seus alunos a lerem os livros do pequeno Bruxo. O caderno ZH, do jornal ZERO HORA, de 02/06/03, traz uma matéria com o título “ As bruxas andam soltas na educação”, provando que o tema tem sido tão sedutor, que já virou tese de doutorado de uma socióloga da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFGRS, basando-se no poder de encantamento das bruxas. Nas bancas de jornais qualquer criança pode ter acesso a revistas especializadas em bruxaria, uma delas que está fazendo o maior sucesso é a WÍTCH, publicada pela Disney em vários países.

Ela chegou ao Brasil com o objetivo de ser a “melhor amiga das meninas”. O próprio site da editora Abril, que comercializa a revista, define que a revista pretende ajudá-las a viver esse período da vida mais preparadas, confiantes e capazes de superar as dificuldades comuns da fase da adolescência. Trazer matérias como astrologia, esoterismo, rituais do mês, seria preparar adolescentes de 9 a 13 anos para a vida? Este é o perfil dos leitores da Witch. A matéria “Pactos - O Poder e a Inconsciência”, da revista Sexto Sentido, ano 3, nº 36, tem uma definição que pode fazer alguns pais pensarem antes de colocar a revista Witch nas mãos de suas crianças. “ Para ser um bruxo, a pessoa precisa ter a bruxaria como propósito de alma, já que é um caminho sem volta. Significa não ser movido por uma necessidade urgente de momento, o que não quer dizer que um bruxo não possa ter as suas necessidades e problemas”. A revista Witch tem ensinado às meninas o que a Bíblia diz para ficarmos longe. Essa revista em seus ‘rituais do mês’, tem levado a criança a ter contato com magias e encantamentos.

O ‘ritual do mês’ de novembro de 2002 enfocava o uso do incenso, uma prática religiosa, onde os indianos acreditam que cada incenso reúne energias e contém as forças do elemento terra e que seu cheiro e sua fumaça são meios de falar com os deuses. O ritual chamado “Fumaça Mágica” tem o objetivo de levar uma resposta à garota nas suas decisões importantes. Veja o texto colocado como dica: “ O incenso pode ajudar você a tomar decisões importantes, sabia? Imagine que você está a fim de um garoto e não sabe o que fazer. Daí é só pegar um pedaço de papel e escrever nas quatro bordas opções de coisas que você poderia fazer para se aproximar dele como ligar, mandar um e-mail ou um bilhete, esperar ele vir até você ou pedir para uma amiga falar com ele. Coloque seu incensário em cima do papel e acenda o incenso.

A direção que a fumaça tomar vai indicar o que você deve fazer”. Qual é a menina que no período da adolescência não fica gostando de um garoto? Além destas informações, na compra da revista vem o incensário e o incenso. Existem ainda dicas de qual hora é boa para acender o incenso, o que ele pode trazer como bons fluidos e bons sonhos. Esta é uma revista totalmente dedicada às meninas, com intuito claro de levar o conhecimento de práticas de bruxaria, sabendo que esta tem sido uma religião matriarcal. Marília de Abreu e Antonia Maria de Lima fazem parte da WICCA CIA DAS BRUXAS , um coven que se destina ao ensino e práticas dentro da bruxaria, elas puderam dar a definição de magia na revista Sexto Sentido nº 36: “ Lembrem que, em magia, tudo tem um preço e conseqüência; mesmo um ato aparentemente inofensivo como consultar uma tábua de ouija, ou outros ritos que se encontram com facilidade em livros, podem ter efeitos danosos à sua evolução”.

VODU CONTRA QUEM QUISER

Isso mesmo, a criança pode ter uma iniciação em uma religião que também é politeísta. Mais uma vez a criança descobre que jogar um feitiço no outro para obter um resultado esperado, não é tão ruim assim. Dentre muitas lojas de esoterismo, entrei em uma delas quando do lado de fora pude ver bonequinhos (as) sendo vendidos por R$10,00 e que tinham o título bem grande “VOODU – professor”. A embalagem ainda traz a informação que existem bonequinhos para fazer o VOODU para irmã, irmãos, nora, SOGRA, pai, mãe, chefe, companheiro de trabalho e cunhado(a). Tem de tudo quanto é gosto e o que mais sai você já sabe. O pacotinho contém o bonequinho, uma plaquinha para colocar o nome da pessoa, as fitas para amarrar o boneco conforme a necessidade e as informações necessárias de como proceder conforme a situação.

Tudo muito bem explicado para que qualquer criança entenda. Veja as situações que são colocadas: “ Para o vodu representar seu professor, proceda da seguinte maneira. Escreva o nome dele no papel, enrole-o e amarre-o na mão esquerda do VOODU. Assim tudo o que você fizer para o VOODU, afetará a pessoa representada. Conforme o comportamento do seu professor, proceda da seguinte maneira: Se seu professor te der bronca na frente de todo mundo, amarre a fita verde em volta da boca do seu Voodu. Assim, ele pensará melhor antes de te dar uma bronca da próxima vez. Se seu professor não deixar você sair mais cedo da aula, enforque o Voodu com a fita verde, assim ele deixará você entrar e sair da sala a hora em que você desejar. Se seu professor te mandar para a diretoria, amarre a fita em volta da perna direita do Voodu e pendure-o, assim ele vai parar de pegar em seu pé”.

Estas informações estão dentro do “Kit Voodu” e existem mais situações de como agir. Depois de fazer inúmeras recomendações de como usá-lo, no ultimo parágrafo o fabricante avisa que é uma brincadeira ironizando o personagem do professor. “Lembre-se, tudo não passa de uma grande brincadeira. Por isso, você também pode dar o Voodu de presente para o seu professor com um bilhete escrito que você o ‘adora’”. No entanto, esta é uma brincadeira muito perigosa, porque o Vodu é um boneco que representa uma pessoa, à qual é dirigida o encantamento.

O que mais chama a atenção é que no VOODU a representação se baseia na lei da similaridade, o boneco representa a pessoa a ser dirigida uma magia para obter o resultado esperado, anulando a ação de uma pessoa, esperando a reação invocada. Em um dos comerciais de TV, o Voodu já está presente, uma garota faz Voodu para o seu namorado ou ex-namorado. Vodu não é brincadeira de criança. Por mais que alguns dizem que cabe ao manipulador do boneco utilizar corretamente o poder do Voodu, qualquer criança que detesta o seu professor vai usar as informações para obter os seus objetivos. No Voodu verdadeiro o boneco necessita ter corpo (tronco, membros e cabeça) e o que mais me chama a atenção é que ele precisa ter a representação sexual. Nos bonecos masculinos é necessário o pênis e na mulher os seios; os que estão chegando às crianças não possuem os órgãos genitais, mas são definidos claramente se é masculino ou feminino.

Você não compra um boneco e escolhe a quem ele vai representar, ele possui um direcionamento - professor, professora, irmão ou irmã etc... No ano de 1959, o diretor de uma escola primária no Alabama/EUA, pediu demissão de seu cargo quando recebeu queixas de que a escola estava ensinando práticas Vodu. Em 1962, uma mulher assassinou o marido em Fênix, no Arizona/EUA, enquanto estava “sob encanto do Vodu”. A revista “NEWSWEEK” trouxe a seguinte notícia : ” Os artigos do dia incluem sangue de morcego, pó de cemitério para afastar mau-olhado, velas queimadas para dar fim nos inimigos. O local onde esses artigos eram vendidos não eram posto perdido no meio da selva africana, mas em uma banca do bairro do HARLÉM, na cidade de Nova York. Alarmada com a venda pública e próspera dos objetos VOODUS, a prefeitura de Nova York decidiu fechar todos os pontos desse comércio”. A prática do Vodu é feitiçaria e bruxaria pura .

DESENHOS E FILMES DEDICADOS A BRUXARIA

Infelizmente a sociedade tem recebido informações totalmente deturpadas sobre o que é ser um bruxo e uma bruxa. Como Harry Potter tem sido o carro-chefe, muitas crianças têm sido levadas a pensar que a bruxaria é algo bom. Hoje, em alguns programas infantis existem os desenhos que ensinam encantamentos. Sabrina Aprendiz de Feiticeira é um dos seriados que está sendo exibido no período da tarde; o que dói no coração é que ele faz parte da programação de um canal conhecido como evangélico. De dia carrega para a noite descarregar! Não quero estar na pele de algumas pessoas que se escondem atrás do trabalho, para realizar o que a palavra de Deus diz para não fazer, ainda mais quando estes são líderes de grupos religiosos. “ O meu povo foi destruído, porque lhe faltou conhecimento, porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim, e visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

Como se multiplicaram, assim pecaram contra mim; eu mudarei a sua honra em vergonha. Comem da oferta pelo pecado do meu povo, e pela transgressão dele tem desejo ardente. Por isso como é o povo assim será o sacerdote, e castigá-lo-ei segundo os seus caminhos e dar-lhe-ei a recompensa das suas obras. Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão a luxuria, mas não se multiplicarão; porque deixaram de atentar ao Senhor. A luxuria, e o vinho, e o mosto tiram o coração. O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito da luxuria os engana, e prostituem-se apartando-se da SUJEIÇÃO DO SEU DEUS” (Os 4 v. 6- 12).

É triste que o dinheiro e a audiência tem sido um motivo de prostituição para muitos filhos de Deus que possuem um canal de comunicação Hoje Dragon-ball , Yu-Gi-Oh , Slayer são os desenhos mais assistidos do público infantil, pois a busca do poder e o duelo têm sido as armas usadas para alcançar o objetivo, o mal e o bem sempre serão um ponto de partida de qualquer história, a princesa contra a bruxa, o príncipe contra o cavaleiro negro, mas o que vemos nos desenhos é o mal contra o próprio mal. Devemos analisar as programações que as crianças assistem, o bruxo, o feiticeiro, até mesmo o próprio diabo tem sido personagem em um dos desenhos que para mim traz uma mensagem para os pais pensarem.

O desenho é A VACA E O FRANGO, uma vaca e um frango filhos de pais normais, estes pais tem como objetivo de apóiá-los mesmo quando os seus atos são errados. O que impressiona é que seus pais nunca aparecem totalmente, estão sempre da cabeça para baixo, e quem toma conta dos garotos, a Vaca e o Frango, é um DEMONIO, literalmente o demônio; de vez em quando ele leva os dois para o inferno e é ele que dá dicas e opiniões para a vida de cada um. Se percebemos a mensagem subliminar que este desenho traz é que “os pais estão sem cabeça para criar os seus filhos e eles são ensinados pelo mundo ou pelo príncipe deste mundo, o DIABO. Analise o que a sociedade chama de Frango um menino e de Vaca a menina ?

COMO DEVO ANALISAR O DESENHO OU A FANTASIA?

A Bíblia é um livro completo e tem resposta para tudo, até mesmo analisar a fantasia para a criança. Quero que você pense nas palavras do profeta Isaias no cap.5 v.20 : “Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas, e fazem do amargo doce e do doce amargo”. Este é um dos princípios que podemos analisar um desenho ou qualquer fantasia, se dermos ao nosso filho essas definições do bem e do mal, a criança sempre terá em seu coração um conceito, mesmo que seja o mais simples. O que devemos fazer é levar a criança no caminho em que ela deve andar (Pv 22 v.6). Mostre a ela quem é o feiticeiro, bruxo, duende, bruxa dentro do princípio que será para ele luz para o seu caminho (Sl 119 v.105) para o resto de sua vida .

Se mostrar como Deus analisa os personagens, mesmo sendo uma fantasia, ele saberá escolher a sua programação. Não podemos chamar o bem de mal e o mal de bem, não podemos chamar o garoto bruxo de bonzinho porque, mesmo que suas atitudes são para ajudar uma outra pessoa, ele age de modo contrário à Bíblia. O traficante mesmo que ajude a comunidade e suprir as suas necessidades, ele ainda age contra a lei - rouba, vende drogas para obter o seu sucesso. Da mesma forma é o Bruxo, ele busca invocar demônios ou espíritos da natureza para obter o seu sucesso, mesmo que a sua atitude seja para ajudar alguém. Não podemos nunca deixar de lado a definição de Deus, nunca podemos ser sábios aos nossos próprios olhos .

“Ai daqueles que são sábios a seus próprios olhos , e prudentes de si mesmos” (Is 5 v.21). O seu fim será como? “ Por isso como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel” (Is 5 v.24). Quero lembrar que estes conselhos de não se misturarem com feitiçaria e com pessoas e povos que fazem destas práticas algo comum, foi dado para o homem mais sábio do mundo que continha sabedoria como areia da praia, e que no mundo não houve e nunca haverá homem mais sábio que ele, Salomão. Ele se fez sábio aos seus próprios olhos e se misturou com os povos que Deus, por várias vezes, disse para não se misturar. Salomão amou as mulheres destes povos e imaginava que nunca iria se contaminar com as suas práticas religiosas, mas confiou na sua força, ele que conhecia o Deus de seu pai, mas com a convivência com elas, o seu coração foi pervertido pelas mulheres e Salomão se corrompeu, foi contaminado com as práticas de feitiçaria e chegou até mesmo edificar altares aos ídolos Quemós, Moloque.

A pergunta é clara : - Não confie na sua sabedoria para educar o seu filho, porque se Salomão que tinha sabedoria como a areia da praia se contaminou, imagine uma criança que está em processo de formação de caráter e valores éticos e morais, estando em contato com feiticeiros, bruxos e demônios? Será que ela não pode se contaminar e amanhã procurar um caminho que você não quer? Bruxaria para crianças